Os JEI's, Jogos Escolares de Imperatriz, na sua versão 2018 ainda não acabou, mas já tem muita coisa que poderia ter sido feita com mais atenção ou mais cuidado:
1. Falta de Medalhas: Ano passado faltaram medalhas, havia um conjunto de medalhas "itinerantes" que os "responsáveis" pela "organização" conduziam aos locais de provas e jogos finais, elas eram usadas nas sessão de fotos e depois, pasmem, eram retiradas dos pescoços das crianças e levadas para um outro local para uma nova sessão de fotos.
Esse ano foi um pouco menos ruim, houve medalhas para alguns esportes e outros não, tenho conhecimento que a modalidade Futsal na categoria pré-mirim teve premiação, mas a modalidade Vôlei na categoria pré-mirim feminino não teve premiação.
Pra quem não conhece, a categoria pré-mirim é a de atletas até 10 anos de idade, são crianças que tem expectativas e que geralmente estão participando de uma competição escolar pela primeira vez, tem suas primeira experiência esportiva marcada pela frustração de não ter recebido sua medalha.
Não tem como colocar a culpa nos prazos ou nos fornecedores, ainda mais por 2 (dois) anos seguidos, os JEI's é um evento tradicional do esporte estudantil da cidade e que acontece há aproximadamente 4 décadas, portanto todos sabem que ele acontecerá, isso facilita, ou deveria facilitar o planejamento para que não faltasse nada para um vento tao importante para as crianças e adolescentes de Imperatriz e que só acontece uma vez por ano e que dura apenas 2 semanas.
Não há desculpas para isso...
2. Falta de equipe de primeiros socorros (GRAVÍSSIMO): Nos dias que acompanhei alguns jogos presencie situações em que os jovens atletas se machucavam, algo muito normal no esporte, nessas situações olhei para os lados e procurei uma equipe de primeiros socorros como as que se faziam presentes em outras edições dos JEI's, não a encontrei porque ela não existia, no local onde eu estava não havia equipe para atender emergências que podem acontecer em qualquer evento esportivo.
Isso é muito mais sério, ou melhor, mais grave do que a falta de medalhas, atendimento de primeiros socorros rápido e forma eficiente pode ser a diferença entre uma contusão comum e uma situação mais grave, inclusive impedir que aconteça uma fatalidade.
Não é exagero da minha parte falar em fatalidade, há alguns anos um adolescente teve um ataque cardíaco durante um treino de Futsal em uma escola na periferia de Imperatriz e veio a óbito, se isso ocorreu durante um treino ou aula de educação física, nada impede que venha a acontecer em uma competição escolar.
Nos casos em que presenciei os pais e os professores tiveram que improvisar atendimento às crianças.
Perguntei para outras pessoas que estavam em outros locais de competição e a resposta foi que também não havia equipe de primeiros socorros onde estavam.
3. Os Para-JEI's: Em uma das propagandas institucionais que divulgavam os JEI's foi divulgado que pela primeira vez seria realizado na cidade o Para-JEI's, um evento esportivo inclusivo destinado a pessoas especiais e com deficiência física.
Parabéns à Prefeitura e à Secretaria de Esportes por essa visão e compreensão do papel do esporte como ferramenta de inclusão social, mas esse evento pode até ser o primeiro realizado na cidade com esse nome, mas não é o primeiro a ser realizado na cidade com essa finalidade.
Lembrei que nos dois últimos anos da gestão Madeira à frente da Prefeitura de Imperatriz, quando o Secretário de Esportes era Saulo Dino foram feitos eventos de inclusão através do esporte, consultei Márcio Papel, que era o Secretário Adjunto na época e me confirmou o que pensava.
Também bisquei informações com o grande mestre Isnande Barros, que fez parte da equipe de Saulo e Márcio entre 2015 e 2016, e ele foi mais além, confirmou-me que na gestão de Jomar Fernandes foram realizadas 4 edições dos Jogos Especiais.
Portanto o Para-JEI's, evento cuja Secretaria de Esportes merece ser parabenizada, deve ser apoiado e reconhecido, mas não é o primeiro.

